OUR [ UNCONVENTIONAL ] WEDDING

18.3.19



Hoje vou abrir o meu coração e falar-vos da forma mais sincera. Espero que gostem da nossa história e que, quem sabe, que vos inspire de alguma maneira. 




Sempre acreditei no casamento e, ainda quando não éramos casados, a nossa relação era de casamento. Se repararem no significado de casamento, o que o dicionário nos diz é que é um vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais. Era o nosso caso. 
Porém, para efeitos legais é como se não estivéssemos. Sabiam que se algo de grave nos acontecer, essa pessoa não nos pode legalmente visitar na UCI? E que essa pessoa não pode fazer decisões médicas e sim o parente mais próximo? Com alguns casos de saúde à nossa volta a acontecer, não queríamos de todo passar por situações semelhantes.
Pois bem, por todas estas questões legais e pela nossa vontade de estarmos casados, queríamos dar o próximo passo já há alguns anos. Havia um problema: hoje em dia casamento significa uma festa de princesa onde se gastam em média 20.000€ (se não acreditam, foi notícia no ano passado). Eu e o P. somos pessoas humildes e ficámos a aguardar o momento certo para darmos o nó. Que é como quem diz, estarmos melhor financeiramente.
Passou um ano… dois anos… e o momento "certo" não chegava. Até que, depois de irmos a um casamento em Setembro com tudo do bom e do melhor, chegámos à conclusão de que não era de todo aquilo que queríamos pois não tinha a ver connosco. Porque é que não podíamos fazer uma festa à nossa medida? 
Foi então que surgiu a ideia (maluca para muitos): uma vez que os nossos aniversários são separados por cinco dias, juntamos as duas festas de aniversário e chamamos os que nos são mais chegados e anunciaríamos que nos tínhamos casado. Só havia um ponto muito importante para que tudo desse certo: não contar a ninguém pois já sabíamos que nos iam tentar dissuadir da nossa ideia. E não é que estávamos certos? Mas já aí vamos.





Começámos os dois a pôr o plano em marcha sensivelmente um mês antes da cerimónia. Queríamos um local para fazer um cocktail chique, onde todos pudessem ir bem vestidos, com um ambiente familiar para que toda a gente interagisse uns com os outros. 
Não foi fácil a procura, mas como já tenho prática profissional, encontrei o salão nobre do Hotel Flores Village & Spa aqui no Porto. Um espaço lindo, elegante e bastante solarengo. Era O espaço, sem dúvida. A juntar a isso o orçamento e ficou perfeito.
A lista de convidados, mesmo reduzida ao máximo, era de 80 convidados! Enviámos os convites para todos alegando ser o nosso aniversário e agora já não havia voltar a dar. Decidimos então contar aos mais chegados (pais, irmãos e melhores amigos) do que realmente se tratava. Apesar de muito contentes, inevitavelmente começaram a querer o melhor para nós. Queriam uma festa como toda a gente que se casa faz. Explicámos que não nos identificávamos com tal cerimónia, que seria dinheiro que não tínhamos e não queríamos que ninguém suportasse um custo que nem se quer era o nosso querer. Só para os outros verem? , não faz o nosso jeito de todo! Eventualmente acabaram por aceitar.




Os Looks


Em relação aos nossos outfits, o P. foi com o seu fato, camisa branca e sem gravata ou laço, uma vez que não tem nada a ver com ele e o pescoço dele é demasiado largo para que a camisa assente bem no corpo e aperte no pescoço. E sinceramente, foi trés chic na minha opinião! 
Já o meu outfit, sabia bem o que queria. Se a Olivia Palermo, que é uma das raparigas do mundo mais bem vestidas, foi no seu casamento de saia e camisola de cashemere, porque é que eu também não podia ir? Modéstia à parte, estava realmente bastante elegante. Porém foi uma procura um pouco difícil. Uma vez que organizámos tudo entre Janeiro e Fevereiro, não haviam saias brancas à venda em lado nenhum! O meu anjo da guarda aqui foi a Tânia que me sugeriu ver as sample sales de designers portugueses. Foi então que encontrei A saia! Uma saia da colecção de 2016 de Diogo Miranda. Tamanho único que me assentou como uma luva. E se um dia num desfile do Diogo disse para a minha amiga Cláudia "no dia que me casar, vou-me casar com um vestido criado pelo Diogo Miranda", confesso que naquele momento não queria acreditar que ia concretizar tal desejo… 
Em termos de acessórios, utilizei uns sapatos lindos, nude, da Uterqüe e para brincos os escolhidos foram estes da Bimba y Lola, pois foram amor à primeira vista. 


As Alianças


Tenho muitas amigas no meio da Joalharia de Autor, porém há uma pessoa que me é muito querida e que me apoiou desde o início: falo-vos da Lia Gonçalves. 
Falámos com ela para nos criar as alianças, demos-lhe as nossas ideias de como as queríamos mas deixámo-la criar à vontade. E ainda bem que o fizemos. Temos duas alianças únicas com um significado enorme. Basicamente as nossas medidas são capicua. O meu é 12 e o do P. é 21. Como nos complementamos, ela criou como que duma só peça, saissem as nossas duas alianças. 




Make up e Cabelo


O cabelo foi cuidado e estilizado pelo meu querido João Pereira. O cabeleireiro mais minucioso que eu conheço. É mesmo cuidadoso e carinhoso. Podem encontrá-lo no Hair Studio, na Foz. Mas também o podem contratar para o vosso casamento em qualquer parte do país. Aconselho mesmo que ele é muito bom.
Já a maquilhagem foi a decisão mais difícil de todas. São várias as maquilhadoras que conheço, que admiro muito, e acabou por ser a Maria Luís a cuidar de mim. Pedi-lhe uma maquilhagem fresca e luminosa e ela conseguiu cumprir na perfeição <3 Mas são várias as minhas make up artists que eu amo e que queria ser suas cobaias: a Tinoca (A best das bests), a Bé Miranda e a Xana Lopes.
Deixo-vos no fim deste post todas os contactos caso queiram contactá-las. Elas fazem desde maquilhagens para dias de festa (aniversário, casamentos que tenham, etc.) ou para casamentos. E, tal como o João, estão disponíveis para qualquer parte do país.

O dia tinha chegado


Chegámos os dois primeiro que todos os convidados, pois queríamos ter a certeza de que tudo estava perfeito. Foi a primeira vez que me senti realmente nervosa neste processo todo. As minhas mãos tremiam imenso cada vez que tentava tirar uma fotografia. 
Os convidados foram chegando e a festa foi sendo feita. O ambiente era de amor e estava toda gente muito feliz. Adorei que as duas famílias, que nunca tinham estado juntas, tenham dado o primeiro passo e se deram tão bem. 
Uma vez que também se tratava do nosso aniversário, não podíamos deixar de cantar os Parabéns e no final o P. fez um discurso pelos dois (se fosse eu, chorava logo no primeiro minuto), onde explicou o porquê de termos feito a festa assim e agradeceu a todos os presentes.
O auge foi sem dúvida o momento em que louvámos o facto de termos as quatro avós vivas sendo que as minhas que são as mais velhas uma tem 94 a caminho dos 95 e outra 91 a caminho dos 92. São um orgulho para nós estas avós e foi sem dúvida muito importante podermos fazer a festa com elas presentes (ou não seriam elas as que mais queriam que nos casássemos).



Para que não hajam dúvidas, da esquerda para a direita: a Avó Tininha (avó materna do P.), 
a Avó Lucília (a minha avó materna de 94 anos), a Avó Fernanda (a minha avó paterna de 91 anos) 
e a avó Fernanda (a avó paterna do P.).


Uma vez que era dia de derby F.C. Porto-S. L. Benfica e ser Carnaval na cidade de Ovar, de onde a minha família é oriunda, os festejos com grande parte dos convidados acabaram por volta das 20:00. E acabámos por continuar os festejos com os amigos, desta vez mais informais.

Foi exactamente o que imaginámos e queríamos e não podíamos estar mais felizes com a nossa solução comedida em relação a outros modelos de casamento. Espero sinceramente que o nosso exemplo faça algumas pessoas perceberem que não precisam de um casamento de princesas para serem felizes. Façam os vossos momentos da forma que entendem, desprovidos de opiniões da sociedade, e à vossa medida.
Foi sem dúvida um dia marcante cheio de grandes emoções <3 Muito obrigada a todos os que estiveram presentes e a todos os que nos felicitaram.


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